Edivânia Rosa Evangelista é natural de Viçosa-MG, onde estudou e residiu durante toda a vida. Em 1996, iniciou o curso de Engenharia Florestal na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Durante a graduação participou de experimentos na área de melhoramento genético. Em agosto de 2001, concluiu o curso, ingressando no Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal, concentrando-se na área de Silvicultura – Genética e Melhoramento Florestal. Em julho de 2003, defendeu tese obtendo o título de Mestre em Ciência Florestal. Recentemente foi chefe do Departamento de Extensão e Meio Ambiente na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Viçosa-MG. Também é colaboradora do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente de Viçosa (Codema). É uma das autoridades mais respeitadas na temática ambiental na Zona da Mata mineira e é a entrevistada da semana do UAI Meio Ambiente. Ela fala sobre as temáticas mais discutidas na atualidade sobre a política e a educação ambiental. Acompanhe:
UAI Meio Ambiente: Como as pequenas cidades devem lidar com o desafio de cuidar do meio ambiente com poucos recursos financeiros?
Acredito que um bom trabalho pode ser feito mesmo com poucos recursos. A base de tudo é a vontade política e a responsabilização de todos através da mudança de hábitos.
No meu entendimento, a maneira mais eficiente de obter resultados é com a implantação de programas de educação ambiental aliados a projetos básicos de preservação e recuperação que, inicialmente, não necessitam de tantos investimentos e que podem ser executados através de parcerias. Para isso os dirigentes de pequenos municípios precisam dar mais prioridade à questão ambiental e aproveitar as vantagens geográficas e populacionais de que dispõem, encarando as melhorias ambientais como fatores importantes para a qualidade de vida da população.
UAI Meio Ambiente: Qual é o papel das secretarias municipais de meio ambiente para colocar na mesma balança desenvolvimento econômico e conservação do meio ambiente nas áreas urbanas?
Os órgãos e setores responsáveis por desempenhar funções executivas devem se preocupar, inicialmente, em ser imparciais, estando cientes de que cabe a eles o cumprimento de normas legais e técnicas relacionadas a esse desenvolvimento. Infelizmente, o que se vê, é que o prato onde se encontra esse “desenvolvimento econômico” pesa mais do que aquele ocupado pela conservação do meio ambiente e mesmo assim, esse “desenvolvimento econômico”, muitas vezes, é direcionado apenas para o favorecimento de poucos.
Relacionado a isso, cito o exemplo das APP’s de cursos d’água, onde as normas legais estabelecem que as mesmas só poderiam ser ocupadas para execução de obra, plano, atividade ou projeto de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto ambiental, sendo que nessas normas tais exceções são explicitadas para que não haja desentendimento e mesmo assim, especialmente, as ocupações em áreas urbanas são, normalmente, feitas por edifícios comerciais e residenciais habitados pela classe média/alta.
UAI Meio Ambiente: A senhora acredita que a Política Nacional de Resíduos Sólidos deverá entrar em vigor de maneira satisfatória até o prazo estabelecido?
Infelizmente, se não houver fiscalização e punição efetivas esse prazo não será respeitado, sendo repetidos os mesmos “empurrões” de sempre, quando os responsáveis por garantir o cumprimento da lei fingem que não vêem e o poder público e os grandes geradores de resíduos fingem que não sabem de nada e que por isso não elaboram seus planos de gerenciamento de resíduos etc.
UAI Meio Ambiente: Pensando no que tem sido feito nas escolas, como estimular as crianças a adotarem hábitos mais socialmente e ecologicamente responsáveis num mundo que incentiva cada vez mais o consumismo indiscriminado?
É dever do poder publico promover educação ambiental em todos os níveis e, sobretudo, para as crianças que, além de apresentarem maior abertura às mudanças, desempenham papéis fundamentais dentro de casa e na sociedade como um todo. Por isso é imprescindível a implantação desse tipo de programa nas escolas, garantindo mudanças de hábito logo cedo, englobando o incentivo a adoção de hábitos mais saudáveis na alimentação escolar, reduzindo o consumo de produtos industrializados e a prática de esportes e brincadeiras ao invés de jogos eletrônicos, por exemplo.
UAI Meio Ambiente: A multa é um mecanismo bastante difundido no nosso país para o controle do mau uso de alguns recursos naturais e de patrimônios dos municípios. A senhora acredita que multar é o melhor caminho para educar a população neste sentido? Qual seria, em sua opinião, o nível equilibrado para dosar o peso e a quantidade de multas emitidas?
A valorização que o ser humano deposita em seus bens financeiros é o fator determinante para que, muitas vezes, a multa seja a melhor alternativa para punir infrações. Entretanto, muitas vezes, o infrator prefere arcar com os custos das multas a sofrer as demais penalidades que a lei impõe, virando hábito cometer atos ilegais e dispor de um percentual ínfimo de dinheiro para regularizar sua situação. Por esse motivo, só a multa não constitui um mecanismo eficiente de punição, devendo ser garantido que o infrator se redima de seus atos e, efetivamente, passe a agir de forma benéfica. Em minha opinião, somente formas conjuntas de repreensão e punição dão bons resultados.
UAI Meio Ambiente: E o texto do Novo Código Florestal, que tramita hoje no Senado, qual é a sua opinião a respeito? Quais serão os desafios dos municípios diante das novas diretrizes que deverão entrar em vigor?
O Código Florestal Brasileiro necessita, de fato, ser modernizado em alguns seguimentos, entretanto, a proposta apresentada, a meu ver, é tendenciosa e não atingirá, nem de longe, a meta de aliar sustentabilidade ambiental e desenvolvimento socioeconômico com o aumento da produção agropecuária.
A minha maior preocupação quanto à aprovação definitiva do novo Código Florestal Brasileiro se deve ao fato de que a proposta apresentada, no que diz respeito a mudanças na delimitação das Áreas de Preservação Permanente - APP’s às margens dos cursos d’água e no percentual de reserva legal a ser mantido nas propriedades e posses rurais, não possui fundamentos científicos. Isso sem falar na possibilidade de suspensão de multas aplicadas até julho de 2008 para produtores rurais responsáveis por praticar crimes ambientais, o que considero um absurdo.
Entendo que as leis federais estabelecem limites mínimos a serem respeitados, assim, caso o novo Código Florestal Brasileiro entre em vigor, caberá aos municípios se organizarem para se fazer cumprir a nova lei. Contudo, deve-se ter em mente que, em relação às APP’s de cursos d’água, por exemplo, tanto a dimensão das faixas a serem protegidas quanto a definição do ponto de partida para tal dimensionamento inspiram reflexão. Ao se considerar que os cursos d’água apresentam aspectos sazonais, a supressão de vegetação para consequente ocupação antrópica seja para habitação, implantação de culturas agrícolas ou criação de animais domésticos, além de comprometer a manutenção da fauna e da flora, expõem as pessoas ao risco da ocorrência de inundações que acarretarão perdas financeiras e até mesmo de vidas humanas, provocando inúmeros impactos ambientais e consideráveis prejuízos sociais.
IMAGENS
PLANETA VERDE
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
COMO AMENIZAR PROBLEMAS NAS CIDADES COM BAIXOS CUSTOS
Um grande problema das cidades são as enchentes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 5265 cidades pesquisadas, 51% sofrem catástrofes naturais e principalmente enchentes. Pensando nisso que alunos do 3º ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato, localizada em Taquara (RS), desenvolveram o "Sistema de Monitoramento de Enchente", que diminui a chance de um morador ser surpreendido pelas cheias.
"Com baixo custo, queríamos amenizar o índice de perdas que tem acontecido em grandes cidades e em nossa região por causa das chuvas", afirma William Jardel da Silva, um dos desenvolvedores do projeto.
O sistema é composto por uma estrutura com três boias e uma placa com um micro controlador. As boias enviam um sinal para o aparelho, que responde em três níveis diferentes. "O primeiro é um sinal luminoso, o segundo, um sinal sonoro e caso não haja ninguém por perto, é possível programar um número de telefone para o qual será emitido um sinal quando a água atingir a terceira boia", explica o jovem.
A ideia é dar tempo para moradores efetuarem o resgate de pessoas ou bens materiais nas residências. "Uma pessoa pode instalar na comunidade, nos principais pontos de alagamento, e algum responsável se comprometer a avisar os demais moradores quando um sinal for emitido", sugere William.
Já estudantes do 3º ano do curso técnico de química da Fundação Liberato, de Novo Hamburgo, se preocuparam com a poluição das águas. O projeto "Remoção de Metais Pesados de Solução Aquosa" foi elaborado por meio da utilização de carbonato de cálcio presente na casca do ovo da galinha.
"Coletamos casca de ovos na comunidade, fizemos tratamento com água colorada, moemos em um liquidificador e colocamos em contato com a solução de chumbo. Obtivemos ótimos resultados. Entre 98,28% e 99,94% do chumbo que continha na solução foi reduzido", relata umas das jovens quem pesquisou a solução, Débora Klein Motta.
Do 2,9 milhões de toneladas de resíduos industriais gerados anualmente no Brasil, somente 600 mil toneladas recebem tratamento. O restante é depositado em lixões. Para a estudante, o projeto é benéfico, pois, futuramente, pretende colocar as cascas dos ovos em contato com resíduo industrial. "O metal pesado é muito nocivo à saúde das pessoas, precisamos fazer algo", conclui.
"Com baixo custo, queríamos amenizar o índice de perdas que tem acontecido em grandes cidades e em nossa região por causa das chuvas", afirma William Jardel da Silva, um dos desenvolvedores do projeto.
O sistema é composto por uma estrutura com três boias e uma placa com um micro controlador. As boias enviam um sinal para o aparelho, que responde em três níveis diferentes. "O primeiro é um sinal luminoso, o segundo, um sinal sonoro e caso não haja ninguém por perto, é possível programar um número de telefone para o qual será emitido um sinal quando a água atingir a terceira boia", explica o jovem.
A ideia é dar tempo para moradores efetuarem o resgate de pessoas ou bens materiais nas residências. "Uma pessoa pode instalar na comunidade, nos principais pontos de alagamento, e algum responsável se comprometer a avisar os demais moradores quando um sinal for emitido", sugere William.
Já estudantes do 3º ano do curso técnico de química da Fundação Liberato, de Novo Hamburgo, se preocuparam com a poluição das águas. O projeto "Remoção de Metais Pesados de Solução Aquosa" foi elaborado por meio da utilização de carbonato de cálcio presente na casca do ovo da galinha.
"Coletamos casca de ovos na comunidade, fizemos tratamento com água colorada, moemos em um liquidificador e colocamos em contato com a solução de chumbo. Obtivemos ótimos resultados. Entre 98,28% e 99,94% do chumbo que continha na solução foi reduzido", relata umas das jovens quem pesquisou a solução, Débora Klein Motta.
Do 2,9 milhões de toneladas de resíduos industriais gerados anualmente no Brasil, somente 600 mil toneladas recebem tratamento. O restante é depositado em lixões. Para a estudante, o projeto é benéfico, pois, futuramente, pretende colocar as cascas dos ovos em contato com resíduo industrial. "O metal pesado é muito nocivo à saúde das pessoas, precisamos fazer algo", conclui.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Juntar amigos, se divertir e salvar o planeta
Faça a sua parte:
Em São Paulo , a campanha ganhou o sugestivo nome de “Desapegue”, mas já existem iniciativas semelhantes em várias partes do mundo e, pelo menos, três sites estão promovendo o troca-troca de roupas, sapatos e acessórios. A mecânica varia um pouco entre os grupos que organizam, mas a ideia, de um modo geral, é juntar os amigos, conversar, comer, beber e trocar aquelas roupas que estão no armário há um bom tempo sem uso.
Você separa umas dez peças em bom estado e marca um encontro na casa de um amigo ou num restaurante. Ali elas são arrumadas por tipo e cada convidado escolhe uma peça de cada vez. No final, as roupas que não forem escolhidas são doadas para instituições de caridade. Uma forma divertida de reunir amigos, reduzir o consumo e ajudar quem precisa. O planeta agradece.
VEJAM ESTA INICIATIVA DA FIAT E COOPERADOS ACESSE O LINK ABAIXO
Cooperárvore é a cooperativa social do programa Árvore da Vida – Jardim Teresópolis, idealizado e desenvolvido pela Fiat Automóveis em parceria com as ONGs Fundação AVSI e CDM. Um dos eixos de atuação do Programa Árvore da Vida – Jardim Teresópolis é a geração de emprego e renda. Daí surgiu a cooperativa, que cria e desenvolve produtos que aliam funcionalidade e beleza em peças diferenciadas a partir de materiais disponibilizados, em sua maioria, pela Ilha Ecológica da Fiat e de seus fornecedores, como aparas de cintos de segurança e retalhos de tecidos automotivos. Por meio da reutilização desses materiais são confeccionados produtos como sacolas, bolsas, mochilas, chaveiros, nécessaire, almofadas e jogos infantis. Somente no ano passado foram produzidas e comercializadas cerca de 38,6 mil unidades de produtos
Ao longo de 2010, 27 famílias do Jardim Teresópolis foram beneficiadas pela Cooperárvore, que nasceu em 2006. Para a formação da cooperativa foram selecionadas moradoras que tinham interesse pelo empreendedorismo, ao mesmo tempo em que se dispusessem a aprender a trabalhar em equipe para o bem comum do grupo. Elas receberam capacitação profissional específica nas áreas de costura, silk e artesanato.
De acordo com Marco Antônio Lage, diretor de Comunicação Corporativa da Fiat Automóveis, a Cooperárvore além de gerar trabalho e renda, incentiva as cooperadas a serem agentes de mudança na comunidade. “Hoje as beneficiadas pela cooperativa compreendem as necessidades do mercado e juntas buscam soluções e criações de novos produtos”, explica.
A possibilidade de trabalhar na Cooperárvore está transformando a vida das mulheres participantes. Um exemplo é Claudinéia Alvarenga da Silva, de 40 anos. Ela viu sua vida se transformar ao entrar no programa: de faxineira passou a artesã e hoje é uma das líderes do grupo. A renda familiar aumentou, o que permitiu a realização do sonho da casa própria. “Aqui na Cooperárvore tenho meu valor, me respeitam e dão valor no que eu faço.”
Expansão e reconhecimento
2010 foi um ano de grande crescimento para a Cooperárvore. Foi criado o site http://www.cooperarvore.com.br/que permite que o consumidor conheça todos os produtos da cooperativa e faça suas encomendas.
Outro destaque é a parceria estabelecida com o Betim Shopping. Desde março de 2011, um final de semana por mês a Cooperárvore comercializa os seus produtos no shopping. Outro canal de venda aberto foi o estante montado na concessionária Automax, em Belo Horizonte.
Essas iniciativas permitem uma aproximação maior da cooperativa com o consumidor final, já que facilitam a venda (antes o consumidor precisava ir até o Jardim Teresópolis para comprar os produtos). Além disso, representam um reconhecimento da comunidade aos produtos e ao projeto.
Por fim, a Cooperárvore foi um dos 74 projetos aprovados em todo o Brasil (só oito em Minas) para fazer parte do programa Caixa ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), criado pela Caixa Econômica Federal e financiado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). A Cooperárvore está recebendo apoio financeiro, técnico e operacional.
A Cooperárvore foi escolhida para ser beneficiada pela iniciativa por ser uma ação de geração de trabalho e renda e estar alinhada com o terceiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
LINK COOPERÁRVORE
Ao longo de 2010, 27 famílias do Jardim Teresópolis foram beneficiadas pela Cooperárvore, que nasceu em 2006. Para a formação da cooperativa foram selecionadas moradoras que tinham interesse pelo empreendedorismo, ao mesmo tempo em que se dispusessem a aprender a trabalhar em equipe para o bem comum do grupo. Elas receberam capacitação profissional específica nas áreas de costura, silk e artesanato.
De acordo com Marco Antônio Lage, diretor de Comunicação Corporativa da Fiat Automóveis, a Cooperárvore além de gerar trabalho e renda, incentiva as cooperadas a serem agentes de mudança na comunidade. “Hoje as beneficiadas pela cooperativa compreendem as necessidades do mercado e juntas buscam soluções e criações de novos produtos”, explica.
A possibilidade de trabalhar na Cooperárvore está transformando a vida das mulheres participantes. Um exemplo é Claudinéia Alvarenga da Silva, de 40 anos. Ela viu sua vida se transformar ao entrar no programa: de faxineira passou a artesã e hoje é uma das líderes do grupo. A renda familiar aumentou, o que permitiu a realização do sonho da casa própria. “Aqui na Cooperárvore tenho meu valor, me respeitam e dão valor no que eu faço.”
Expansão e reconhecimento
2010 foi um ano de grande crescimento para a Cooperárvore. Foi criado o site http://www.cooperarvore.com.br/que permite que o consumidor conheça todos os produtos da cooperativa e faça suas encomendas.
Outro destaque é a parceria estabelecida com o Betim Shopping. Desde março de 2011, um final de semana por mês a Cooperárvore comercializa os seus produtos no shopping. Outro canal de venda aberto foi o estante montado na concessionária Automax, em Belo Horizonte.
Essas iniciativas permitem uma aproximação maior da cooperativa com o consumidor final, já que facilitam a venda (antes o consumidor precisava ir até o Jardim Teresópolis para comprar os produtos). Além disso, representam um reconhecimento da comunidade aos produtos e ao projeto.
Por fim, a Cooperárvore foi um dos 74 projetos aprovados em todo o Brasil (só oito em Minas) para fazer parte do programa Caixa ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), criado pela Caixa Econômica Federal e financiado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). A Cooperárvore está recebendo apoio financeiro, técnico e operacional.
A Cooperárvore foi escolhida para ser beneficiada pela iniciativa por ser uma ação de geração de trabalho e renda e estar alinhada com o terceiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
LINK COOPERÁRVORE
sábado, 16 de julho de 2011
O PROBLEMA DO TRÂNSITO NAS CIDADES BRASILEIRAS
O dia-a-dia do trânsito nas nossas médias e grandes cidades realmente chega a ser uma calamidade. Onde muito tempo e dinheiro são perdidos por conta de horas em congestionamentos. Horas de trabalho ou lazer são desperdiçadas e muito dinheiro é gasto inutilmente com gastos de combustíveis e peças de veículos em razão do trânsito muito lento ou parado.
Atualmente existe um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional, o PL nº 1.687, no qual são tratados três grandes áreas do trânsito. O primeiro grande eixo tratado nesse PL é priorizar o transporte público em detrimento ao particular e também incentivar o transporte não-motorizado em detrimento do motorizado. Em segundo lugar, vincula o planejamento urbano ao sistema de transporte, desta forma, as cidades passam a crescer com o sistema de transporte ordenado. E por último, esse PL tem como idéia central o uso racional do uso do automóvel.
Hoje não há legislação específica que determine a diminuição de distâncias e tempo de intervalos bem como o problema de acessibilidade como os deficientes. A idéia fundamental é priorizar o transporte público.
Segundo estudo do IPEA, cerca de 20% dos usuários das vias públicas, principalmente nas grandes cidades, são responsáveis pela ocupação de 80% das mesmas. Este problema é causado por diversos fatores, mas os principais são os seguintes: historicamente o país priorizou o transporte particular com os incentivos às montadoras e aos consumidores para adquirir o seu automóvel, péssimas condições de uso da maioria dos meios de transporte público como trens e ônibus e o péssimo ordenamento das cidades no que tange às vias públicas e grandes distancias entre as residências e os locais de trabalhos.
Segundo esse mesmo estudo do IPEA, a cada ano os carros particulares, táxis e motocicletas obtêm subsídios em torno de R$ 20,0 bilhões, correspondentes a 86,0% de todo o subsídio dado ao sistema de transporte pelas três esferas de governo. Por outro lado, o transporte público tem subsídios anuais em torno de R$ 3,0 bilhões, correspondentes a 14,0%.
Com esse PL, tende a inverter as prioridades. Deve ser incentivado com toda ênfase o uso do transporte público, melhorando-o além de outras medidas extremamente necessárias para diminuir uma das maiores mazelas da sociedade na atualidade.
Abaixo estão relacionadas as proporções de carros e ônibus em algumas cidades brasileiras. Belo Horizonte: 77% de carros e 23% de ônibus; Brasília: 91% de carros e 9% de ônibus; Porto Alegre: 69% de carros e 31% de ônibus; Recife: 84% de carros e 16% de ônibus; Rio de Janeiro: 74% de carros e 26% de ônibus; São Paulo: 88% de carros e 12% de ônibus e Curitiba: 79% de carros e 21% de ônibus.
É evidente que devem ser tomadas decisões urgentemente que levem a diminuir o sofrimento da população em seus deslocamento nas cidades brasileiras. Atualmente é um sacrifício grande quando temos que sairmos de casa e precisamos entrar nas vias públicas, seja de carro ou de ônibus.
Independente do sucesso na aprovação do PL nº 1.687 no Congresso Nacional, é premente que sejam implementadas algumas medidas, tais como: Alargamento das vias principais nas cidades, incentivar as pessoas a usarem o transporte público, dar exclusividades em algumas faixas para ônibus, diminuir os incentivos financeiros para o transporte particular e aumentar para o transporte público, incentivar a geração de emprego próximos a grande número de residências e investir pesadamente em transporte ferroviário (trens e metrôs).
Com essas medidas, certamente o trânsito nas nossas vias públicas seria amenizado de forma sensível e melhoraria a vida de todos que utilizam o transporte, seja em carro ouem ônibus. Isso terá um custo financeiro muito grande, mas realmente no atual estágio não tem outra saída. Para implantar essas medidas é necessária vontade política de toda a população brasileira.
Atualmente existe um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional, o PL nº 1.687, no qual são tratados três grandes áreas do trânsito. O primeiro grande eixo tratado nesse PL é priorizar o transporte público em detrimento ao particular e também incentivar o transporte não-motorizado em detrimento do motorizado. Em segundo lugar, vincula o planejamento urbano ao sistema de transporte, desta forma, as cidades passam a crescer com o sistema de transporte ordenado. E por último, esse PL tem como idéia central o uso racional do uso do automóvel.
Hoje não há legislação específica que determine a diminuição de distâncias e tempo de intervalos bem como o problema de acessibilidade como os deficientes. A idéia fundamental é priorizar o transporte público.
Segundo estudo do IPEA, cerca de 20% dos usuários das vias públicas, principalmente nas grandes cidades, são responsáveis pela ocupação de 80% das mesmas. Este problema é causado por diversos fatores, mas os principais são os seguintes: historicamente o país priorizou o transporte particular com os incentivos às montadoras e aos consumidores para adquirir o seu automóvel, péssimas condições de uso da maioria dos meios de transporte público como trens e ônibus e o péssimo ordenamento das cidades no que tange às vias públicas e grandes distancias entre as residências e os locais de trabalhos.
Segundo esse mesmo estudo do IPEA, a cada ano os carros particulares, táxis e motocicletas obtêm subsídios em torno de R$ 20,0 bilhões, correspondentes a 86,0% de todo o subsídio dado ao sistema de transporte pelas três esferas de governo. Por outro lado, o transporte público tem subsídios anuais em torno de R$ 3,0 bilhões, correspondentes a 14,0%.
Com esse PL, tende a inverter as prioridades. Deve ser incentivado com toda ênfase o uso do transporte público, melhorando-o além de outras medidas extremamente necessárias para diminuir uma das maiores mazelas da sociedade na atualidade.
Abaixo estão relacionadas as proporções de carros e ônibus em algumas cidades brasileiras. Belo Horizonte: 77% de carros e 23% de ônibus; Brasília: 91% de carros e 9% de ônibus; Porto Alegre: 69% de carros e 31% de ônibus; Recife: 84% de carros e 16% de ônibus; Rio de Janeiro: 74% de carros e 26% de ônibus; São Paulo: 88% de carros e 12% de ônibus e Curitiba: 79% de carros e 21% de ônibus.
É evidente que devem ser tomadas decisões urgentemente que levem a diminuir o sofrimento da população em seus deslocamento nas cidades brasileiras. Atualmente é um sacrifício grande quando temos que sairmos de casa e precisamos entrar nas vias públicas, seja de carro ou de ônibus.
Independente do sucesso na aprovação do PL nº 1.687 no Congresso Nacional, é premente que sejam implementadas algumas medidas, tais como: Alargamento das vias principais nas cidades, incentivar as pessoas a usarem o transporte público, dar exclusividades em algumas faixas para ônibus, diminuir os incentivos financeiros para o transporte particular e aumentar para o transporte público, incentivar a geração de emprego próximos a grande número de residências e investir pesadamente em transporte ferroviário (trens e metrôs).
Com essas medidas, certamente o trânsito nas nossas vias públicas seria amenizado de forma sensível e melhoraria a vida de todos que utilizam o transporte, seja em carro ou
LIXO - UM PROBLEMA DE TODOS
Todo mundo sabe que não pode jogar lixo no chão, na rua, na praia, que o essencial é separar os lixos, não provocar queimadas, não desperdiçar água, não poluir entre outros aspectos, mas será que todos nós fazemos isso? É claro que não, pois senão não estaríamos passando pelo que estamos passando e acabando com tudo que vemos pela frente. Entre os materiais recicláveis, estão os papéis, os metais, os vidros e os plásticos. Agora que você já conheceu um pouquinho dos produtos que mais poluem a nossa maior casa que é a Terra saiba como fazer sua parte: Separe os lixos de acordo com o tipo de material que ele é; Compre somente o necessário e evite desperdícios; Utilize produtos com embalagens recicláveis; Opte por embalagens de vidro; Use bolsas de pano de que as sacolas de plásticos; Use as embalagens secas que você já utilizou para guardar outros produtos quando isso for possível; Não desperdice papéis; Não deixe a torneira aberta enquanto escova os dentes ou quando está tomando banho desligue o chuveiro para se esfregar; Utilize as máquinas de lavar roupa e louça quando estiverem cheias; Não lavar os carros e nem a calçada com o esguicho, opte sempre por varrer, pois a chuva se encarrega disso; Sempre que possível deixar a luz apagada; Use o carro somente em dias de chuvas ou quando necessário e sempre que puder ande de ônibus ou a pé; Incentive todos os seus conhecidos, pois com a ajuda de todos teremos um mundo melhor!
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