IMAGENS
PLANETA VERDE
quarta-feira, 14 de março de 2012
Design ecoeficiente para uma vida sustentável
A sustentabilidade deve estar presente no design e utlização dos produtos
A maioria das pessoas já se conscientizou de que é preciso viver cada vez mais de forma sustentável, preservar os recursos naturais do planeta e refrear o consumo. Mas como fazer isso na prática, hein? Mudar hábitos não é uma tarefa fácil, mas há ferramentas que podem nos ajudar a adotar uma vida mais ecologicamente correta. E o design está aí para provar isso.
De uns anos para cá, os produtos (e até suas embalagens, diga-se) estão ficando mais "verdes". "Hoje a questão da sustentabilidade já se transformou num requisito. Os objetos precisam ser pensados levando em conta a facilidade para fabricá-los, o baixo impacto ambiental e o uso de materiais renováveis", diz Cyntia Malaguti, professora de Design e Sustentabilidade do Centro Universitário Senac. "Tudo como forma de diminuir a agressão ao meio ambiente". Não apenas no conteúdo, mas também na forma de consumir os objetos. Não basta ter um produto feito com material reciclado ou que não polui. "É necessário que o design possa nos incentivar a gastar menos energia, a consumir menos ou a promover o descarte correto de resíduos. A adotar um modo de vida mais sustentável, enfim", completa Deyan Sudjic, diretor do Museu do Design, em Londres.
A maioria das pessoas já se conscientizou de que é preciso viver cada vez mais de forma sustentável, preservar os recursos naturais do planeta e refrear o consumo. Mas como fazer isso na prática, hein? Mudar hábitos não é uma tarefa fácil, mas há ferramentas que podem nos ajudar a adotar uma vida mais ecologicamente correta. E o design está aí para provar isso.
De uns anos para cá, os produtos (e até suas embalagens, diga-se) estão ficando mais "verdes". "Hoje a questão da sustentabilidade já se transformou num requisito. Os objetos precisam ser pensados levando em conta a facilidade para fabricá-los, o baixo impacto ambiental e o uso de materiais renováveis", diz Cyntia Malaguti, professora de Design e Sustentabilidade do Centro Universitário Senac. "Tudo como forma de diminuir a agressão ao meio ambiente". Não apenas no conteúdo, mas também na forma de consumir os objetos. Não basta ter um produto feito com material reciclado ou que não polui. "É necessário que o design possa nos incentivar a gastar menos energia, a consumir menos ou a promover o descarte correto de resíduos. A adotar um modo de vida mais sustentável, enfim", completa Deyan Sudjic, diretor do Museu do Design, em Londres.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
PROJETO REDUÇÃO BULLYING
Um projeto de conscientização desenvolvido por duas estudantes de ensino médio da Escola Estadual Melvin Jones, de Caxias do Sul (RS), conseguiu reduzir os casos de bullying entre alunos da 5ª série do ensino fundamental. Segundo as jovens Edilene Antonelo Claudino e Maruska Guarda da Silva, que cursam o 2º ano no colégio, 40% dos casos de violência física e psicológica diminuíram após palestras ministradas por elas para 74 alunos de três turmas.
Os resultados do "Novo amanhã: projeto antibullying em turmas de 5ª série" podem ser vistos em estande da 25ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece em Novo Hamburgo (RS), até sexta-feira (22/10).
"Explicamos aos alunos o que era e como acontece para que não continue esse ciclo vicioso que é a prática do bullying. Escolhemos crianças da 5ª série para aplicar o projeto, porque elas estão na transição da infância para a adolescência, período em que ficam mais sujeitas às práticas violentas. Por exemplo, a voz dos meninos muda e as meninas engordam, virando motivo de brincadeiras agressivas", pontua Edilene.
Com a ajuda de teatro de bonecos, as meninas fizeram com que os alunos reconhecessem as ações de bullying – atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa (ou grupo de pessoas) incapaz de se defender.
Elas constataram que muitos não sabiam do que se tratava por meio de uma pesquisa feita antes e depois das explicações. Para a pergunta "você já sofreu bullying?", 26% responderam que sim, enquanto quase 72% disseram que não, antes de ouvirem a palestra das jovens. Após a apresentação, 55% revelaram já terem sofrido bullying e 43% responderam negativamente.
Além das palestras para os alunos, as estudantes realizaram encontros com os pais e professores da escola. "Achamos importante trabalhar com eles para fazer um trabalho integral de conscientização", ressalta Edilene. "Mostramos os depoimentos que coletamos entre as crianças, que relataram, de forma anônima depois das palestras, as ações de bullying sofridas", completa.
"Ficam me chamando de gago e se juntaram em três para me chutarem" foi um dos relatos obtidos. As palavras de outro garoto também demonstram a gravidade da situação: "Acho que já sofri. Meninas me chamam de nomes feios e se juntavam contra mim por meus defeitos. Sempre querem me bater, até que procurei meus pais e a escola e elas pararam um pouco. Mas, hoje ainda me chamam de apelidos que eu não gosto".
Segundo Edilene, mostrar aos pais os depoimentos dos filhos teve como objetivo alertá-los sobre o problema. "Não é coisa que vemos apenas na televisão, mas que acontece em nosso ambiente todo o dia", afirma.
Desinteresse dos pais
De acordo com as alunas, foi difícil trabalhar com os pais, pois inicialmente o nível de comparecimento na palestra foi baixo. Dos 74 alunos, compareceram apenas dois pais. Então, as alunas convidaram aqueles que cursam a Escola de Jovens e Adultos (EJA) para conseguirem disseminar as informações e dados obtidos com o projeto para um grupo maior.
"Depois da apresentação houve uma interação e os pais também contaram casos de agressão que sofreram quando mais novos. Já passamos por situações de bullying e não queremos que outros sofram com isso. Tivemos o apoio de nossas famílias, mas sabemos que muitas crianças não têm", diz Edilene.
O assunto é considerado complexo pelas jovens pesquisadoras, já que grande parte das pessoas não sabe do que se trata e não se interessa. "Algumas até afirmam saber, mas têm a ideia de que o bullying é apenas agressão física. Não podem esquecer da violência psicológica", alerta.
Os resultados do "Novo amanhã: projeto antibullying em turmas de 5ª série" podem ser vistos em estande da 25ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece em Novo Hamburgo (RS), até sexta-feira (22/10).
"Explicamos aos alunos o que era e como acontece para que não continue esse ciclo vicioso que é a prática do bullying. Escolhemos crianças da 5ª série para aplicar o projeto, porque elas estão na transição da infância para a adolescência, período em que ficam mais sujeitas às práticas violentas. Por exemplo, a voz dos meninos muda e as meninas engordam, virando motivo de brincadeiras agressivas", pontua Edilene.
Com a ajuda de teatro de bonecos, as meninas fizeram com que os alunos reconhecessem as ações de bullying – atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa (ou grupo de pessoas) incapaz de se defender.
Elas constataram que muitos não sabiam do que se tratava por meio de uma pesquisa feita antes e depois das explicações. Para a pergunta "você já sofreu bullying?", 26% responderam que sim, enquanto quase 72% disseram que não, antes de ouvirem a palestra das jovens. Após a apresentação, 55% revelaram já terem sofrido bullying e 43% responderam negativamente.
Além das palestras para os alunos, as estudantes realizaram encontros com os pais e professores da escola. "Achamos importante trabalhar com eles para fazer um trabalho integral de conscientização", ressalta Edilene. "Mostramos os depoimentos que coletamos entre as crianças, que relataram, de forma anônima depois das palestras, as ações de bullying sofridas", completa.
"Ficam me chamando de gago e se juntaram em três para me chutarem" foi um dos relatos obtidos. As palavras de outro garoto também demonstram a gravidade da situação: "Acho que já sofri. Meninas me chamam de nomes feios e se juntavam contra mim por meus defeitos. Sempre querem me bater, até que procurei meus pais e a escola e elas pararam um pouco. Mas, hoje ainda me chamam de apelidos que eu não gosto".
Segundo Edilene, mostrar aos pais os depoimentos dos filhos teve como objetivo alertá-los sobre o problema. "Não é coisa que vemos apenas na televisão, mas que acontece em nosso ambiente todo o dia", afirma.
Desinteresse dos pais
De acordo com as alunas, foi difícil trabalhar com os pais, pois inicialmente o nível de comparecimento na palestra foi baixo. Dos 74 alunos, compareceram apenas dois pais. Então, as alunas convidaram aqueles que cursam a Escola de Jovens e Adultos (EJA) para conseguirem disseminar as informações e dados obtidos com o projeto para um grupo maior.
"Depois da apresentação houve uma interação e os pais também contaram casos de agressão que sofreram quando mais novos. Já passamos por situações de bullying e não queremos que outros sofram com isso. Tivemos o apoio de nossas famílias, mas sabemos que muitas crianças não têm", diz Edilene.
O assunto é considerado complexo pelas jovens pesquisadoras, já que grande parte das pessoas não sabe do que se trata e não se interessa. "Algumas até afirmam saber, mas têm a ideia de que o bullying é apenas agressão física. Não podem esquecer da violência psicológica", alerta.
O Meio Ambiente, as cidades, as árvores urbanas ....
Em tempo, a questão ambiental ganha a cada dia mais espaço. Sustentabilidade, conservação, preservação, cuidados com o meio ambiente, fazem parte das agendas, da escola fundamental com a Educação Ambiental, até a projetos das grandes empresas de redução de desperdícios e emissões.
Água, ar, terra, floresta, são motivos das mais variadas teses e temas que temos contato no dia-a-dia, todos com a preocupação central : a questão ambiental e a busca da sustentabilidade.
Na busca de um mundo mais racional do ponto de vista da compreensão dos limites das variáveis ambientais, sabemos que é necessário um novo paradigma de produção e consumo, mas enquanto não se faz possível ter essa praxis totalmente articulada, ações locais devem ser realizadas com objetivos de conquistar avanços ambientais significativos, criando a possibilidade de um ambiente futuramente mais equilibrado.
Quando falamos em questões ambientais, ecológicas, logo vem no imaginário as florestas, a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, animais em risco de extinção, algo assim.
Fica claro que questões relacionadas ao meio ambiente do nosso dia-a-dia passam desapercebidas por nós e perdemos muitas vezes a oportunidade de contribuir para melhorar de maneira efetiva a qualidade ambiental de vida da nossa casa, da nossa rua, do nosso local de trabalho...enfim de nosso lugar de vivência.
O Desenvolvimento Sustentável é a voz da hora. Mudar o modelo de produção e consumo é o objetivo a seguir. Explorar racionalmente o meio ambiente no presente, preservando sua diversidade para gerações futuras é a grande tarefa de todos nós.
Quando falamos em atuar de maneira harmônica com o meio ambiente, estamos falando em buscar a sustentabilidade, equacionar de maneira racional o uso de matéria prima e seu consumo.
Hoje, a maioria da população mundial habita os centros urbanos. Moramos e passamos grande parte de nossas vidas nas cidades, devemos procurar nos ater a como melhorar a qualidade ambiental nessa massa de contradições.
As cidades nem sempre são planejadas e não conseguem manter um equilíbrio harmônico entre seu crescimento populacional e geográfico com o meio ambiente.
São ilhas de descompasso em relação as práticas “limpas” de um ambiente saudável. A partir dos anos noventa toma corpo de forma mais consistente o debate sobre a temática ambiental e assim, políticas não só públicas começam a surgir na busca de reencontrar um equilíbrio e superar agressões de anos ao meio ambiente, incluindo o urbano.
Esgoto a céu aberto, invasão de áreas verdes, ocupação de fundo de vales, desrespeito à áreas públicas, poluição sonora, poluição do ar, poluição visual, são alguns dos muitos problemas que fazem com que as cidades sejam “ilhas” de problemas, quando falamos em ambientes ecologicamente corretos e sustentáveis.
A complexidade dos temas torna a busca de soluções matéria multidisciplinar, o que faz com que todos os setores que compõem a sociedade sinta-se inserida e comprometida com as buscas de soluções para os problemas apresentados.
A Arborização Urbana tem um papel importante nesse contexto.
Muito além de desempenhar apenas um papel estético na composição urbana, as árvores tem funções múltiplas que podem contribuir de maneira efetiva na promoção de melhorias na qualidade ambiental das cidades.
Na melhoria da qualidade do ar, nas questões de melhoramento climático, na qualidade da ambientação das áreas verdes, no quesito da poluição sonora e ambiental, na preservação dos fundos de vales, a árvore tem urbana seu destaque.
No entanto, temos assistido ao longo dos tempos a um verdadeiro descaso , principalmente do setor público com essa causa.
A falta de planejamento técnico, de acompanhamento de um plantio adequado às diversas situações. No acompanhamento de condução, de podas erradas e mesmo de laudos técnicos incorretos, das condições fitossanitárias do vegetal, até a falta de condições de trabalho adequadas ao exercício da profissão, são causas que muitas vezes colocam árvores urbanas como um estorvo na cidade. E assim, a extirpação pura e simples vem sendo utilizada como “remédio” para a solução dos problemas.
É importante buscar alternativas que indiquem oportunidades de promoção de plantio, manutenção e conservação de espécies que harmonizem com o conjunto de equipamentos sociais urbanos, implicando assim na eliminação de conflitos existentes e na preservação e aumento da massa arbórea nas cidades, contribuindo efetivamente para a melhoria do ambiente nos centros urbanos.
No Encontro de Belém em 2003, foi aprovado apoio a iniciativa feita pela Deputada Federal Neyde Aparecida, PT/GO, um Projeto de Lei que inclua no Estatuto da Cidade a obrigatoriedade de um Plano Diretor de Arborização Urbana, para cidades com mais de vinte mil habitantes. A medida busca sanar problemas por nós relatados e de conhecimentos de todos que militam nessa causa.
A SBAU tem um papel de suma importância no acompanhamento desse projeto, dando apoio técnico, acadêmico. Promovendo debates públicos para dar adensamento e capilaridade à questão, pode a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana gerar a possibilidade de colocar na pauta de prioridades dos governos municipais e suas Secretarias do Meio Ambiente, a importância do tema árvores urbanas. Além do mais, abriria um vasto mercado de trabalho a profissionais que se dedicam a causa.
Esquecemos quase sempre que pequenas ações contribuem para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.
Se pensarmos só em uma árvore talvez fique a sensação de estarmos pensando pequeno. Mas se pensarmos nas árvores dos quintais, dos jardins, das calçadas, das ilhas das avenidas, dos parques, da imensa massa verde que existe em várias cidades, teremos a sensação gratificante de estar trabalhando por um ambiente melhor, mais saudável, sustentável... estaremos trabalhando pelas árvores, pela vida.
Água, ar, terra, floresta, são motivos das mais variadas teses e temas que temos contato no dia-a-dia, todos com a preocupação central : a questão ambiental e a busca da sustentabilidade.
Na busca de um mundo mais racional do ponto de vista da compreensão dos limites das variáveis ambientais, sabemos que é necessário um novo paradigma de produção e consumo, mas enquanto não se faz possível ter essa praxis totalmente articulada, ações locais devem ser realizadas com objetivos de conquistar avanços ambientais significativos, criando a possibilidade de um ambiente futuramente mais equilibrado.
Quando falamos em questões ambientais, ecológicas, logo vem no imaginário as florestas, a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, animais em risco de extinção, algo assim.
Fica claro que questões relacionadas ao meio ambiente do nosso dia-a-dia passam desapercebidas por nós e perdemos muitas vezes a oportunidade de contribuir para melhorar de maneira efetiva a qualidade ambiental de vida da nossa casa, da nossa rua, do nosso local de trabalho...enfim de nosso lugar de vivência.
O Desenvolvimento Sustentável é a voz da hora. Mudar o modelo de produção e consumo é o objetivo a seguir. Explorar racionalmente o meio ambiente no presente, preservando sua diversidade para gerações futuras é a grande tarefa de todos nós.
Quando falamos em atuar de maneira harmônica com o meio ambiente, estamos falando em buscar a sustentabilidade, equacionar de maneira racional o uso de matéria prima e seu consumo.
Hoje, a maioria da população mundial habita os centros urbanos. Moramos e passamos grande parte de nossas vidas nas cidades, devemos procurar nos ater a como melhorar a qualidade ambiental nessa massa de contradições.
As cidades nem sempre são planejadas e não conseguem manter um equilíbrio harmônico entre seu crescimento populacional e geográfico com o meio ambiente.
São ilhas de descompasso em relação as práticas “limpas” de um ambiente saudável. A partir dos anos noventa toma corpo de forma mais consistente o debate sobre a temática ambiental e assim, políticas não só públicas começam a surgir na busca de reencontrar um equilíbrio e superar agressões de anos ao meio ambiente, incluindo o urbano.
Esgoto a céu aberto, invasão de áreas verdes, ocupação de fundo de vales, desrespeito à áreas públicas, poluição sonora, poluição do ar, poluição visual, são alguns dos muitos problemas que fazem com que as cidades sejam “ilhas” de problemas, quando falamos em ambientes ecologicamente corretos e sustentáveis.
A complexidade dos temas torna a busca de soluções matéria multidisciplinar, o que faz com que todos os setores que compõem a sociedade sinta-se inserida e comprometida com as buscas de soluções para os problemas apresentados.
A Arborização Urbana tem um papel importante nesse contexto.
Muito além de desempenhar apenas um papel estético na composição urbana, as árvores tem funções múltiplas que podem contribuir de maneira efetiva na promoção de melhorias na qualidade ambiental das cidades.
Na melhoria da qualidade do ar, nas questões de melhoramento climático, na qualidade da ambientação das áreas verdes, no quesito da poluição sonora e ambiental, na preservação dos fundos de vales, a árvore tem urbana seu destaque.
No entanto, temos assistido ao longo dos tempos a um verdadeiro descaso , principalmente do setor público com essa causa.
A falta de planejamento técnico, de acompanhamento de um plantio adequado às diversas situações. No acompanhamento de condução, de podas erradas e mesmo de laudos técnicos incorretos, das condições fitossanitárias do vegetal, até a falta de condições de trabalho adequadas ao exercício da profissão, são causas que muitas vezes colocam árvores urbanas como um estorvo na cidade. E assim, a extirpação pura e simples vem sendo utilizada como “remédio” para a solução dos problemas.
É importante buscar alternativas que indiquem oportunidades de promoção de plantio, manutenção e conservação de espécies que harmonizem com o conjunto de equipamentos sociais urbanos, implicando assim na eliminação de conflitos existentes e na preservação e aumento da massa arbórea nas cidades, contribuindo efetivamente para a melhoria do ambiente nos centros urbanos.
No Encontro de Belém em 2003, foi aprovado apoio a iniciativa feita pela Deputada Federal Neyde Aparecida, PT/GO, um Projeto de Lei que inclua no Estatuto da Cidade a obrigatoriedade de um Plano Diretor de Arborização Urbana, para cidades com mais de vinte mil habitantes. A medida busca sanar problemas por nós relatados e de conhecimentos de todos que militam nessa causa.
A SBAU tem um papel de suma importância no acompanhamento desse projeto, dando apoio técnico, acadêmico. Promovendo debates públicos para dar adensamento e capilaridade à questão, pode a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana gerar a possibilidade de colocar na pauta de prioridades dos governos municipais e suas Secretarias do Meio Ambiente, a importância do tema árvores urbanas. Além do mais, abriria um vasto mercado de trabalho a profissionais que se dedicam a causa.
Esquecemos quase sempre que pequenas ações contribuem para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.
Se pensarmos só em uma árvore talvez fique a sensação de estarmos pensando pequeno. Mas se pensarmos nas árvores dos quintais, dos jardins, das calçadas, das ilhas das avenidas, dos parques, da imensa massa verde que existe em várias cidades, teremos a sensação gratificante de estar trabalhando por um ambiente melhor, mais saudável, sustentável... estaremos trabalhando pelas árvores, pela vida.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
COMO PREVENIR E ENFRENTAR AS ENCHENTES
As enchentes provocadas por fortes chuvas que atingem 13 estados já deixaram mais de 200 mil pessoas desalojadas, hospedadas com amigos e familiares, e cerca de 100 mil desabrigados, que dependem de abrigos públicos. O Especial Cidadania traz explicações sobre esse tipo de desastre natural e as recomendações da Secretaria Nacional de Defesa Civil sobre como prevenir e enfrentar as inundações.
PRINCIPAIS TIPOS E CAUSAS MAIS FREQUENTES
As enchentes que vêm ocorrendo no país podem ser classificadas em dois tipos, de acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), órgão do Ministério da Integração Nacional.
1) Enchentes repentinas, bruscas e (ou) enxurradas:
Ocorrem em regiões de relevo acentuado e montanhoso e se caracterizam pelo acúmulo de grande quantidade de água num curto período. São frequentes em rios de zonas montanhosas e vales profundos. Muitas vezes as águas de chuva arrastam terra sem vegetação devido aos deslizamentos nas margens dos rios. Chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras, também podem originar enchentes repentinas, quando o solo esgota sua capacidade de infiltração.
2) Enchentes em cidades ou alagamentos:
Águas se acumulam nas ruas e nos perímetros urbanos por fortes chuvas em cidades com sistema de drenagem deficiente. O fenômeno está relacionado à redução da infiltração natural nos solos urbanos, provocada por:
Compactação e impermeabilização do solo;
Pavimentação de ruas e construção de calçadas;
Adensamento de edificações, que contribuem para reduzir o solo exposto e concentrar o escoamento das águas;
Desmatamento de encostas e assoreamento dos rios;
Acúmulo de detritos em galerias pluviais, canais de drenagem e cursos d’água.
O coordenador do Centro de Apoio Científico em Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná, Renato Lima, alerta para os resíduos de construção depositados nos rios em algumas cidades. Essa é uma prática que provoca enchentes, pois, assim como o lixo nas tubulações, os resíduos reduzem a vazão do volume de água. "É uma conduta inadequada da população, que acaba se tornando vítima", afirma o especialista.
O QUE FAZER SE O RISCO DE ALAGAMENTO FOR IMINENTE
Não deixe crianças em casa sozinhas.
Mantenha sempre prontos água potável, roupa e remédios, caso tenha que sair rápido de casa.
Avise vizinhos, corpo de bombeiros e a Defesa Civil sobre o perigo, no caso de casas construídas em áreas de risco e em áreas afetadas pela enchente.
Convença as pessoas que moram em áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas.
Coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido.
Salve e proteja, antes de tudo, sua vida, a de seus familiares e amigos.
Tenha um lugar previsto e seguro, onde você e sua família possam se alojar.
Desconecte os aparelhos elétricos das tomadas e não utilize eletrodomésticos que tenham sido molhados: há risco de choque elétrico.
Feche o registro de água.
Não deixe crianças brincando na enxurrada ou nas águas dos córregos: elas podem ser levadas pela correnteza ou contrair doenças como hepatite e leptospirose.
PROVIDÊNCIAS A TOMAR DEPOIS DA CALAMIDADE
Enterre animais mortos e limpe escombros e lama.
Lave e desinfete objetos que tiveram contato com as águas da enchente.
Retire todo o lixo da casa e do quintal e o coloque para a limpeza pública.
Certifique-se de que seu imóvel não tem risco de desabamento.
Ao movimentar objetos, móveis e utensílios, tenha cuidado com aranhas, cobras e ratos.
Nunca beba água de enchente ou coma alimentos que estavam em contato com essa água.
CUIDADOS NECESSÁRIOS COM A ÁGUA
Água para consumo humano
Pode ser fervida ou tratada com água sanitária, na proporção de duas gotas para um litro de água, ou tratada com hipoclorito de sódio, na proporção de uma gota para um litro de água. Nos dois casos, deixar em repouso por 30 minutos para desinfetar.
Água para limpeza e desinfecção
Deve ter um litro de hipoclorito de sódio para 20 litros de água ou um litro de água sanitária para cinco litros de água.3607
OBRIGAÇÕES DO PODER PÚBLICO E PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
Prevenção é a palavra-chave quando o assunto é enchente, pois grande parte dos recursos para cobrir prejuízos é pública, ou seja, vem dos impostos pagos pela população. As ações da Defesa Civil têm recursos previstos no Orçamento da União e nos dos estados e municípios.
O Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap) é outro instrumento financeiro de resposta aos desastres. A Sedec recomenda que fundos estaduais e municipais semelhantes sejam instituídos.
A política nacional de defesa civil prevê – por meio do Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec), composto de órgãos federais, estaduais e municipais – a recuperação socioeconômica de áreas afetadas por desastres. Entre as ações, está a recolocação populacional e a construção de moradias para populações de baixa renda. O Sindec deve fornecer cestas básicas de materiais de construção. Cabe à comunidade participar do mutirão de obras. O poder público é responsável também pela recuperação da infraestrutura de serviços públicos e dos ecossistemas.
Dois órgãos são essenciais nas ações de prevenção a enchentes em um município. A coordenadoria municipal de defesa civil (Comdec) é responsável pela execução, coordenação e mobilização de todas as ações de defesa civil no município. Sua principal atribuição é conhecer e identificar os riscos de desastres no município, preparando a população para enfrentá-los com a elaboração de planos específicos. Cabe ao prefeito determinar a criação de uma Comdec, mas a iniciativa pode partir das autoridades locais ou dos cidadãos.
Também é necessária a participação da comunidade nas atividades de defesa civil por meio dos núcleos comunitários de defesa civil (Nudecs), grupos comunitários que trabalham de forma voluntária. A instalação dos Nudecs é prioritária em áreas de risco e preparam a comunidade local a dar pronta resposta aos desastres.3608
O QUE A PREFEITURA PRECISA FAZER PARA EVITAR AS INUNDAÇÕES
Elaborar o plano diretor de desenvolvimento municipal, identificando áreas de risco e estabelecendo regras de assentamento da população. Pela Constituição, esse plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes.
Fiscalizar as áreas de risco, evitando o assentamento perigoso.
Aplicar multas, quando o morador não atender às recomendações.
Elaborar plano de evacuação com sistema de alarme. Todo morador deve saber o que e como fazer para não ser atingido.
Indicar que áreas são seguras para construção, com base no zoneamento.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO QUE DEPENDEM DE TODO CIDADÃO
Não jogue lixo em terrenos baldios ou na rua.
Não jogue sedimentos, troncos, móveis, materiais e lixo nos rios, pois afetam o curso desses.
Ao realizar uma obra, certifique-se de que os resíduos serão depositados em locais adequados.
Não jogue lixo nos bueiros.
Limpe o telhado e as canaletas de água.
Não construa próximo a córregos.
Não construa em cima ou embaixo de barrancos.
O QUE É?
Situação de emergência Reconhecimento legal pelo poder público de situação anormal provocada por desastres, causando danos suportáveis e superáveis pela comunidade afetada.
Estado de calamidade pública Reconhecimento legal pelo poder público de situação anormal provocada por desastres, causando sérios danos à comunidade afetada, inclusive à vida de seus integrantes.
*Ambas as declarações são feitas por decreto pelo governador do Distrito Federal ou prefeito municipal.
Fonte: www.senado.gov.br
PRINCIPAIS TIPOS E CAUSAS MAIS FREQUENTES
As enchentes que vêm ocorrendo no país podem ser classificadas em dois tipos, de acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), órgão do Ministério da Integração Nacional.
1) Enchentes repentinas, bruscas e (ou) enxurradas:
Ocorrem em regiões de relevo acentuado e montanhoso e se caracterizam pelo acúmulo de grande quantidade de água num curto período. São frequentes em rios de zonas montanhosas e vales profundos. Muitas vezes as águas de chuva arrastam terra sem vegetação devido aos deslizamentos nas margens dos rios. Chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras, também podem originar enchentes repentinas, quando o solo esgota sua capacidade de infiltração.
2) Enchentes em cidades ou alagamentos:
Águas se acumulam nas ruas e nos perímetros urbanos por fortes chuvas em cidades com sistema de drenagem deficiente. O fenômeno está relacionado à redução da infiltração natural nos solos urbanos, provocada por:
Compactação e impermeabilização do solo;
Pavimentação de ruas e construção de calçadas;
Adensamento de edificações, que contribuem para reduzir o solo exposto e concentrar o escoamento das águas;
Desmatamento de encostas e assoreamento dos rios;
Acúmulo de detritos em galerias pluviais, canais de drenagem e cursos d’água.
O coordenador do Centro de Apoio Científico em Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná, Renato Lima, alerta para os resíduos de construção depositados nos rios em algumas cidades. Essa é uma prática que provoca enchentes, pois, assim como o lixo nas tubulações, os resíduos reduzem a vazão do volume de água. "É uma conduta inadequada da população, que acaba se tornando vítima", afirma o especialista.
O QUE FAZER SE O RISCO DE ALAGAMENTO FOR IMINENTE
Não deixe crianças em casa sozinhas.
Mantenha sempre prontos água potável, roupa e remédios, caso tenha que sair rápido de casa.
Avise vizinhos, corpo de bombeiros e a Defesa Civil sobre o perigo, no caso de casas construídas em áreas de risco e em áreas afetadas pela enchente.
Convença as pessoas que moram em áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas.
Coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido.
Salve e proteja, antes de tudo, sua vida, a de seus familiares e amigos.
Tenha um lugar previsto e seguro, onde você e sua família possam se alojar.
Desconecte os aparelhos elétricos das tomadas e não utilize eletrodomésticos que tenham sido molhados: há risco de choque elétrico.
Feche o registro de água.
Não deixe crianças brincando na enxurrada ou nas águas dos córregos: elas podem ser levadas pela correnteza ou contrair doenças como hepatite e leptospirose.
PROVIDÊNCIAS A TOMAR DEPOIS DA CALAMIDADE
Enterre animais mortos e limpe escombros e lama.
Lave e desinfete objetos que tiveram contato com as águas da enchente.
Retire todo o lixo da casa e do quintal e o coloque para a limpeza pública.
Certifique-se de que seu imóvel não tem risco de desabamento.
Ao movimentar objetos, móveis e utensílios, tenha cuidado com aranhas, cobras e ratos.
Nunca beba água de enchente ou coma alimentos que estavam em contato com essa água.
CUIDADOS NECESSÁRIOS COM A ÁGUA
Água para consumo humano
Pode ser fervida ou tratada com água sanitária, na proporção de duas gotas para um litro de água, ou tratada com hipoclorito de sódio, na proporção de uma gota para um litro de água. Nos dois casos, deixar em repouso por 30 minutos para desinfetar.
Água para limpeza e desinfecção
Deve ter um litro de hipoclorito de sódio para 20 litros de água ou um litro de água sanitária para cinco litros de água.3607
OBRIGAÇÕES DO PODER PÚBLICO E PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
Prevenção é a palavra-chave quando o assunto é enchente, pois grande parte dos recursos para cobrir prejuízos é pública, ou seja, vem dos impostos pagos pela população. As ações da Defesa Civil têm recursos previstos no Orçamento da União e nos dos estados e municípios.
O Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap) é outro instrumento financeiro de resposta aos desastres. A Sedec recomenda que fundos estaduais e municipais semelhantes sejam instituídos.
A política nacional de defesa civil prevê – por meio do Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec), composto de órgãos federais, estaduais e municipais – a recuperação socioeconômica de áreas afetadas por desastres. Entre as ações, está a recolocação populacional e a construção de moradias para populações de baixa renda. O Sindec deve fornecer cestas básicas de materiais de construção. Cabe à comunidade participar do mutirão de obras. O poder público é responsável também pela recuperação da infraestrutura de serviços públicos e dos ecossistemas.
Dois órgãos são essenciais nas ações de prevenção a enchentes em um município. A coordenadoria municipal de defesa civil (Comdec) é responsável pela execução, coordenação e mobilização de todas as ações de defesa civil no município. Sua principal atribuição é conhecer e identificar os riscos de desastres no município, preparando a população para enfrentá-los com a elaboração de planos específicos. Cabe ao prefeito determinar a criação de uma Comdec, mas a iniciativa pode partir das autoridades locais ou dos cidadãos.
Também é necessária a participação da comunidade nas atividades de defesa civil por meio dos núcleos comunitários de defesa civil (Nudecs), grupos comunitários que trabalham de forma voluntária. A instalação dos Nudecs é prioritária em áreas de risco e preparam a comunidade local a dar pronta resposta aos desastres.3608
O QUE A PREFEITURA PRECISA FAZER PARA EVITAR AS INUNDAÇÕES
Elaborar o plano diretor de desenvolvimento municipal, identificando áreas de risco e estabelecendo regras de assentamento da população. Pela Constituição, esse plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes.
Fiscalizar as áreas de risco, evitando o assentamento perigoso.
Aplicar multas, quando o morador não atender às recomendações.
Elaborar plano de evacuação com sistema de alarme. Todo morador deve saber o que e como fazer para não ser atingido.
Indicar que áreas são seguras para construção, com base no zoneamento.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO QUE DEPENDEM DE TODO CIDADÃO
Não jogue lixo em terrenos baldios ou na rua.
Não jogue sedimentos, troncos, móveis, materiais e lixo nos rios, pois afetam o curso desses.
Ao realizar uma obra, certifique-se de que os resíduos serão depositados em locais adequados.
Não jogue lixo nos bueiros.
Limpe o telhado e as canaletas de água.
Não construa próximo a córregos.
Não construa em cima ou embaixo de barrancos.
O QUE É?
Situação de emergência Reconhecimento legal pelo poder público de situação anormal provocada por desastres, causando danos suportáveis e superáveis pela comunidade afetada.
Estado de calamidade pública Reconhecimento legal pelo poder público de situação anormal provocada por desastres, causando sérios danos à comunidade afetada, inclusive à vida de seus integrantes.
*Ambas as declarações são feitas por decreto pelo governador do Distrito Federal ou prefeito municipal.
Fonte: www.senado.gov.br
ENCHENTES - VAMOS REFLETIR E COLABORAR
Todos os anos é a mesma coisa na época das chuvas de verão. As regiões metropolitanas das grandes cidades enfrentam as enchentes que desabrigam milhares de pessoas, além de ferir e até matar outras tantas. Normalmente os maiores prejudicados são as pessoas pobres da periferia que não possuem condições seguras e ideais de moradia, estando a mercê das precárias condições urbanísticas da cidade.
As enchentes são calamidades naturais ou não que ocorrem quando um leito natural recebe um volume de água superior ao que pode comportar resultando em transbordamentos. Pode ocorrer em lagos, rios, córregos, mares e oceanos devido a chuvas fortes e contínuas. São consideradas, entre as catástrofes naturais, as que mais danos causam à saúde da população e ao patrimônio, com elevada morbimortalidade, em decorrência do efeito direto das inundações e das doenças infecciosas secundárias aos transtornos nos sistemas de água e saneamento.
Com a chegada da estação das chuvas, cresce a preocupação sobre o aparecimento de doenças, sobretudo as transmitidas por água, alimentos, vetores, reservatórios
e animais peçonhentos. Este fato gera a necessidade de intensificação das ações de vigilância em saúde de forma oportuna, coordenada e articulada com outros setores e com base em dados para a tomada de decisões.
As enchentes, nos dias de hoje, são resultado de um longo processo de modificação e desestabilização da natureza por forças humanas, que acompanha o crescimento rápido e não planejado da maior parte das cidades.
Antigamente, as várzeas (margens dos rios) faziam o controle natural da água. O solo ribeirinho era preparado para ser inundado nas épocas de cheia, absorvia boa parte da água que transbordava e utilizava seus nutrientes. Hoje, quase todas as várzeas nas áreas urbanas se encontram ocupadas. Também uma imensa área às margens dos rios foi impermeabilizada pelo concreto, o que aumenta o volume de água a ser escoado.
Em áreas rurais ocorre com menos freqüência, pois o solo bem como a vegetação se compromete a fazer a evacuação da água pela sucção da mesma provocando menores prejuízos. Normalmente ocorre com menos força não atingindo consideráveis alturas que provocariam a perda de alimentos armazenados, de máquinas e outros objetos. Já nas áreas urbanas, ocorre com maior freqüência e força trazendo grandes prejuízos. Acontece pela interferência humana deixando assim de ser uma calamidade natural. A interferência humana ocorre em vários estágios começando pela fundação de cidades em limites de rios, pelas alterações realizadas em bacias hidrográficas, pelas construções mal projetadas de diques, bueiros e outros responsáveis pela evacuação das águas e ainda pelo depósito errôneo de lixo em vias públicas que, com a força das águas, são arrastados causando o entupimento dos locais de escoamento de água (bueiros e galerias).
Principais causas das enchentes:
Alto índice pluviométrico da região
Desmatamento
Assoreamento do leito dos rios
Retificação dos rios. Na natureza, os rios com considerável volume de água são curvilíneos, ou seja, caminham como uma serpente. Esse trajeto diminui de forma considerável a velocidade da água. Retificá-lo significa aumentar sua velocidade, o que agrava a situação nos pontos de estrangulamento (conversão de águas)
Alto grau de impermeabilização do solo pela malha asfáltica e de concreto
Ocupação desordenada e crescimento populacional de migrantes
Alto grau de pobreza da periferia da cidade, o que impossibilita as pessoas terem recursos para destinar o lixo, por exemplo
Falta de consciência e educação ambiental dos administradores e da população em geral
Omissão do Poder Público na gestão urbana e falta de saneamento básico adequado.
As enchentes, na maioria das vezes, ocorrem como conseqüência da ação humana.
Das dificuldades que uma enchente provoca podemos destacar:
Perda de vidas
Abandono dos lares inundados
Perda de materiais, objetos e móveis encharcados ou arrastados pelas águas
Contaminação da água por produtos tóxicos
Contaminação da água com agentes patológicos que provocam doenças como amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malária, poliomielite, salmonelose, teníase, leptospirose, entre outras
Contaminação de alimentos pelos mesmos agentes patológicos acima citados
Interrupção da atividade econômica das áreas inundadas.
As áreas urbanas são mais propícias a enchentes porque o solo dessas regiões são impedidos pelo asfalto e outros tipos de pavimentações de absorverem a água e também pela falta de vegetação ou pouca vegetação que contribui com a absorção da água.
Podemos destacar as duas principais formas de inundações:
Inundações de áreas ribeirinhas
Os rios geralmente possuem dois leitos, o leito menor onde a água escoa na maioria do tempo e o leito maior, que é inundado em média a cada 2 anos. O impacto devido à inundação ocorre quando a população ocupa o leito maior do rio, ficando sujeita às enchentes;
Inundações devido à urbanização
As enchentes aumentam a sua freqüência e magnitude devido à ocupação do solo com superfícies impermeáveis e rede de condutos de escoamentos. O desenvolvimento urbano pode também produzir obstruções ao escoamento como aterros e pontes, drenagens inadequadas e obstruções ao escoamento junto a condutos e assoreamentos. Ocorrem, principalmente, pelo processo natural no qual o rio ocupa o seu leito maior, de acordo com os eventos chuvosos extremos, em média com tempo de retorno superior a dois anos (ultimamente este tempo tem diminuído). Normalmente ocorre em grandes bacias (> 500 km2), sendo decorrência de processo natural do ciclo hidrológico. Os impactos sobre a população são causados, principalmente, pela ocupação inadequada do espaço urbano. Essas condições ocorrem, em geral, devido às seguintes ações: como, a existência de loteamentos em áreas de risco de inundação; invasão de áreas ribeirinhas principalmente pela população de baixa renda; ocupação de áreas de médio risco, que são atingidas com freqüência menor, mas que quando o são, sofrem prejuízos significativos.
Para impedir ou diminuir os efeitos das enchentes e que inúmeras famílias percam seus patrimônios, pode-se construir barragens e reservatórios em áreas de maior risco, bueiros, diques e piscinões espalhados pela cidade com sua abertura protegida para impedir a entrada de resíduos sólidos, além de se promover a conscientização da população para que não deposite lixo nas vias públicas e leitos de rios, lagos e represas. Outras ações também são importantes para se minimizar os efeitos das enchentes, entre elas a regulamentação e fiscalização por meio do poder público do uso do solo, limitando a ocupação de áreas inundáveis a usos que não impeçam o armazenamento natural da água pelo solo e que sofram pequenos danos em caso de inundação. Esse zoneamento pode ser utilizado para promover usos produtivos e menos sujeitos a danos, permitindo a manutenção de áreas de uso social, como áreas livres no centro das cidades, reflorestamento, e certos tipos de uso recreacional.
Resumindo, para minimizar o problema:
Manutenção das áreas verdes existentes e preservação das áreas de preservação permanente
Criação de novas áreas verdes para aumentar a permeabilização
Construir represas, diques e piscinões, substituindo uma das funções das antigas várzeas, que é aliviar o quadro de inundações nos picos de cheia. Essas estruturas captam a água que ficaria empoçada na cidade, despejando-a pouco a pouco nos rios
Assistir a grande massa de pobres da periferia, melhorando o saneamento básico e garantindo a coleta de resíduos sólidos
Implementar programa de limpeza intensiva de bueiros e galerias entupidos com lixo jogado pela própria população
Estimular a educação ambiental nos órgãos públicos, entidades particulares e escolas
Estreitar o relacionamento entre o Poder Público e as associações de bairro
Levantar e definir os locais problemáticos em termos de enchentes e criar mecanismos técnicos mais eficazes para a vazão da água
Elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor de Drenagem Urbana, estabelecendo os índices de ocupação do solo e os parâmetros para a macrodrenagem urbana
Elaborar e implementar plano de contingência e programa de combate a inundações
Impedir o acesso de carros e pessoas nos locais críticos nos momentos de grandes precipitações pluviométricas
Manter o Poder Público em sintonia com o serviço de meteorologia.Fonte: www.vivaterra.org.br
As enchentes são calamidades naturais ou não que ocorrem quando um leito natural recebe um volume de água superior ao que pode comportar resultando em transbordamentos. Pode ocorrer em lagos, rios, córregos, mares e oceanos devido a chuvas fortes e contínuas. São consideradas, entre as catástrofes naturais, as que mais danos causam à saúde da população e ao patrimônio, com elevada morbimortalidade, em decorrência do efeito direto das inundações e das doenças infecciosas secundárias aos transtornos nos sistemas de água e saneamento.
Com a chegada da estação das chuvas, cresce a preocupação sobre o aparecimento de doenças, sobretudo as transmitidas por água, alimentos, vetores, reservatórios
e animais peçonhentos. Este fato gera a necessidade de intensificação das ações de vigilância em saúde de forma oportuna, coordenada e articulada com outros setores e com base em dados para a tomada de decisões.
As enchentes, nos dias de hoje, são resultado de um longo processo de modificação e desestabilização da natureza por forças humanas, que acompanha o crescimento rápido e não planejado da maior parte das cidades.
Antigamente, as várzeas (margens dos rios) faziam o controle natural da água. O solo ribeirinho era preparado para ser inundado nas épocas de cheia, absorvia boa parte da água que transbordava e utilizava seus nutrientes. Hoje, quase todas as várzeas nas áreas urbanas se encontram ocupadas. Também uma imensa área às margens dos rios foi impermeabilizada pelo concreto, o que aumenta o volume de água a ser escoado.
Em áreas rurais ocorre com menos freqüência, pois o solo bem como a vegetação se compromete a fazer a evacuação da água pela sucção da mesma provocando menores prejuízos. Normalmente ocorre com menos força não atingindo consideráveis alturas que provocariam a perda de alimentos armazenados, de máquinas e outros objetos. Já nas áreas urbanas, ocorre com maior freqüência e força trazendo grandes prejuízos. Acontece pela interferência humana deixando assim de ser uma calamidade natural. A interferência humana ocorre em vários estágios começando pela fundação de cidades em limites de rios, pelas alterações realizadas em bacias hidrográficas, pelas construções mal projetadas de diques, bueiros e outros responsáveis pela evacuação das águas e ainda pelo depósito errôneo de lixo em vias públicas que, com a força das águas, são arrastados causando o entupimento dos locais de escoamento de água (bueiros e galerias).
Principais causas das enchentes:
Alto índice pluviométrico da região
Desmatamento
Assoreamento do leito dos rios
Retificação dos rios. Na natureza, os rios com considerável volume de água são curvilíneos, ou seja, caminham como uma serpente. Esse trajeto diminui de forma considerável a velocidade da água. Retificá-lo significa aumentar sua velocidade, o que agrava a situação nos pontos de estrangulamento (conversão de águas)
Alto grau de impermeabilização do solo pela malha asfáltica e de concreto
Ocupação desordenada e crescimento populacional de migrantes
Alto grau de pobreza da periferia da cidade, o que impossibilita as pessoas terem recursos para destinar o lixo, por exemplo
Falta de consciência e educação ambiental dos administradores e da população em geral
Omissão do Poder Público na gestão urbana e falta de saneamento básico adequado.
As enchentes, na maioria das vezes, ocorrem como conseqüência da ação humana.
Das dificuldades que uma enchente provoca podemos destacar:
Perda de vidas
Abandono dos lares inundados
Perda de materiais, objetos e móveis encharcados ou arrastados pelas águas
Contaminação da água por produtos tóxicos
Contaminação da água com agentes patológicos que provocam doenças como amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malária, poliomielite, salmonelose, teníase, leptospirose, entre outras
Contaminação de alimentos pelos mesmos agentes patológicos acima citados
Interrupção da atividade econômica das áreas inundadas.
As áreas urbanas são mais propícias a enchentes porque o solo dessas regiões são impedidos pelo asfalto e outros tipos de pavimentações de absorverem a água e também pela falta de vegetação ou pouca vegetação que contribui com a absorção da água.
Podemos destacar as duas principais formas de inundações:
Inundações de áreas ribeirinhas
Os rios geralmente possuem dois leitos, o leito menor onde a água escoa na maioria do tempo e o leito maior, que é inundado em média a cada 2 anos. O impacto devido à inundação ocorre quando a população ocupa o leito maior do rio, ficando sujeita às enchentes;
Inundações devido à urbanização
As enchentes aumentam a sua freqüência e magnitude devido à ocupação do solo com superfícies impermeáveis e rede de condutos de escoamentos. O desenvolvimento urbano pode também produzir obstruções ao escoamento como aterros e pontes, drenagens inadequadas e obstruções ao escoamento junto a condutos e assoreamentos. Ocorrem, principalmente, pelo processo natural no qual o rio ocupa o seu leito maior, de acordo com os eventos chuvosos extremos, em média com tempo de retorno superior a dois anos (ultimamente este tempo tem diminuído). Normalmente ocorre em grandes bacias (> 500 km2), sendo decorrência de processo natural do ciclo hidrológico. Os impactos sobre a população são causados, principalmente, pela ocupação inadequada do espaço urbano. Essas condições ocorrem, em geral, devido às seguintes ações: como, a existência de loteamentos em áreas de risco de inundação; invasão de áreas ribeirinhas principalmente pela população de baixa renda; ocupação de áreas de médio risco, que são atingidas com freqüência menor, mas que quando o são, sofrem prejuízos significativos.
Para impedir ou diminuir os efeitos das enchentes e que inúmeras famílias percam seus patrimônios, pode-se construir barragens e reservatórios em áreas de maior risco, bueiros, diques e piscinões espalhados pela cidade com sua abertura protegida para impedir a entrada de resíduos sólidos, além de se promover a conscientização da população para que não deposite lixo nas vias públicas e leitos de rios, lagos e represas. Outras ações também são importantes para se minimizar os efeitos das enchentes, entre elas a regulamentação e fiscalização por meio do poder público do uso do solo, limitando a ocupação de áreas inundáveis a usos que não impeçam o armazenamento natural da água pelo solo e que sofram pequenos danos em caso de inundação. Esse zoneamento pode ser utilizado para promover usos produtivos e menos sujeitos a danos, permitindo a manutenção de áreas de uso social, como áreas livres no centro das cidades, reflorestamento, e certos tipos de uso recreacional.
Resumindo, para minimizar o problema:
Manutenção das áreas verdes existentes e preservação das áreas de preservação permanente
Criação de novas áreas verdes para aumentar a permeabilização
Construir represas, diques e piscinões, substituindo uma das funções das antigas várzeas, que é aliviar o quadro de inundações nos picos de cheia. Essas estruturas captam a água que ficaria empoçada na cidade, despejando-a pouco a pouco nos rios
Assistir a grande massa de pobres da periferia, melhorando o saneamento básico e garantindo a coleta de resíduos sólidos
Implementar programa de limpeza intensiva de bueiros e galerias entupidos com lixo jogado pela própria população
Estimular a educação ambiental nos órgãos públicos, entidades particulares e escolas
Estreitar o relacionamento entre o Poder Público e as associações de bairro
Levantar e definir os locais problemáticos em termos de enchentes e criar mecanismos técnicos mais eficazes para a vazão da água
Elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor de Drenagem Urbana, estabelecendo os índices de ocupação do solo e os parâmetros para a macrodrenagem urbana
Elaborar e implementar plano de contingência e programa de combate a inundações
Impedir o acesso de carros e pessoas nos locais críticos nos momentos de grandes precipitações pluviométricas
Manter o Poder Público em sintonia com o serviço de meteorologia.Fonte: www.vivaterra.org.br
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